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Rotavírus

Informações Técnicas

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h30 | Última atualização em Quinta, 26 de Outubro de 2017, 11h10

Aspectos clínicos

Sinais e sintomas:

A forma clássica da doença, principalmente na faixa de seis meses a dois anos, é caracterizada por uma forma abrupta de vômito, diarreia (caráter aquoso, aspecto gorduroso e explosivo) e febre alta. Podem ocorrer formas leves e subclínicas nos adultos e formas assintomáticas na fase neonatal e durante os quatro primeiros meses de vida. Eventualmente, o quadro clínico envolve outros sintomas como náuseas, inapetência e dor abdominal, comprometimento respiratório caracterizado por otite média e broncopneumonia.

Período de incubação: Em média dois dias.

Período de transmissibilidade: A máxima excreção viral se dá no 3º e 4º dias a partir dos primeiros sintomas, no entanto, podem ser detectados nas fezes de pacientes mesmo após a completa resolução da diarreia.

Modo de transmissão: São eliminados em grande quantidade (cerca de um trilhão de partículas por mililitro de espécime fecal, durante a fase aguda do quadro diarreico) nas fezes de crianças infectadas, sendo necessários apenas 10 vírus para iniciar o quadro infeccioso. Estes vírus apresentam grande estabilidade físico-química e podem sobreviver em superfícies, em água contaminada e nas mãos. A disseminação através de mãos contaminadas é, provavelmente, o meio mais importante da transmissão deste agente, pois favorecem a transmissão fecal-oral principalmente em locais onde existem contatos inter-humanos frequentes, como creches e enfermarias pediátricas.

Outras formas de transmissão podem ocorrer por água e alimentos contaminados, objetos contaminados e provavelmente também por excreções respiratórias.

Diagnóstico diferencial: Com outros vírus como astrovírus, calicivírus, adenovírus, norovírus, e outros.

Aspectos laboratoriais

Varias técnicas possibilitam o diagnóstico laboratorial dos rotavírus do grupo A, dentre outras: ensaio imunoenzimático ou ELISA (Enzyme Linked Imumunosorbent Assay) e a eletroforese de RNA em gel de policriamida (PAGE) para a detecção dos diferentes grupos de rotavírus e reação em cadeia da polimerase precedida de transcrição reversa (RT-PCR) para genotipagem (VP4 - tipos P; VP7 - tipos G; VP6 - grupos).

Aspectos ambientais

  • Garantir saneamento (domiciliar e peridomiciliar);
  • Manter hábitos saudáveis para a superação dos fatores de risco, como o destino adequado dos dejetos e resíduos sólidos e tratamento da água a ser consumida;
  • Proteger os mananciais de água para consumo humano.

Medidas de controle

As medidas de controle consistem em: Vacinar as crianças nos primeiros seis meses de idade, melhoria da qualidade da água, destino adequado de lixo e dejetos, controle de vetores, higiene pessoal e alimentar. A educação em saúde, particularmente em áreas de elevada incidência de diarreia, é fundamental, orientando as medidas de higiene e de manipulação de água e alimentos. Locais de uso coletivo, tais como escolas, creches, hospitais, penitenciárias, que podem apresentar riscos maximizados quando as condições sanitárias não são adequadas, devem ser alvo de orientações e campanhas específicas. Considerando a importância das causas alimentares nas diarreias das crianças pequenas, é fundamental o incentivo a prorrogação do tempo de aleitamento materno, comprovadamente uma prática que confere elevada proteção a esse grupo populacional.

Ao viajar, redobrar os cuidados.

 

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