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Saude Indigena Minuto

Combate à COVID-19 no DSEI Mato Grosso do Sul realiza 6 mil atendimentos de saúde

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quarta, 02 de Setembro de 2020, 15h00 | Última atualização em Sexta, 04 de Setembro de 2020, 15h13

Foram mais de mil quilômetros percorridos pela Missão de Combate à COVID-19 no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Mato Grosso do Sul, no mês de agosto. A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, realizou uma força tarefa para levar mais de nove toneladas de insumos e atendimentos médicos aos Polos Bases de Miranda, Aquidauana, Sidrolândia, Tacuru, Caarapó e Japorã. Foram realizados mais de seis mil atendimentos de saúde e quase 4,5 mil testes para COVID-19 com o apoio de profissionais de saúde do Ministério da Defesa, Estado e Municípios. A maioria da população da região é composta pelas etnias Terena, Guarani e Kaiowá.

CAPA

A missão reforça o trabalho de mais de 700 profissionais de saúde do Distrito que levam atendimento básico de saúde rotineiramente a quase 80 mil indígenas do DSEI. As Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) se dividiram para atender duas regiões simultaneamente no Estado, enquanto uma se dirigiu ao oeste, outra foi para o sul. A primeira fase da missão ocorreu de 5 a 9 de agosto no Polo Base de Aquidauana. A segunda fase da missão percorreu os municípios de Sidrolândia, Miranda, Tacuru, Caarapó e Japorã e novamente Aquidauana no período de 20 a 30 de agosto.

As equipes do DSEI Mato Grosso do Sul realizaram busca ativa de indígenas com sintomas gripais e visitaram as casas dos mais idosos realizando testes para COVID-19. Além de levar tratamento para os sintomas e orientações sobre isolamento, as EMSI orientaram sobre a necessidade de se permanecer nas aldeias, uso de máscaras e lavagem constante das mãos.

O Ministério da Defesa enviou um reforço de 23 profissionais das Forças Armadas para atuar em Miranda e Aquidauana no período de 25 a 30 de agosto. Técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos generalistas, pediatras, ginecologistas e infectologista das Forças Armadas levaram atendimento especializado, o que evita o deslocamento dos indígenas para atendimento nas cidades.

Todos os participantes da missão realizam testes RT-PCR e apresentaram o resultado negativo antes do embarque. A cada novo trecho percorrido, os profissionais foram novamente testados para COVID-19.  O uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) foi obrigatório conforme orientação técnica determinada pelo Ministério da Saúde.

Os atendimentos foram realizados em estruturas existentes nas comunidades, como escolas e Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), com apoio do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) do Mato Grosso do Sul e das lideranças das aldeias

Segundo a nutricionista do DSEI Potiguara, Sarah Queiroga, o atendimento às gestantes e mulheres com crianças em idade de amamentação foi realizado durante as consultas regulares nas aldeias. Sarah destacou, também, o preparo das equipes e as adaptações, que foram necessárias para evitar aglomerações dos indígenas durante os atendimentos nas aldeias. “Todas as equipes participaram de webconferências com capacitações e informações de forma virtual, que posteriormente foram transmitidas aos indígenas em atendimento presencial. As equipes seguiram rigorosamente os cuidados sanitários para evitar a transmissão do Covid-19, utilizando Equipamento de Proteção Individual (EPI), por exemplo”, conta. A profissional também destacou que a principais dúvidas dos indígenas eram sobre os sintomas da Covid -19 e se haveria a possibilidade de contágio de mãe para filho durante a amamentação. “Como não há confirmação científica de que o vírus pode ser transmitido pelo leite materno, nós tranquilizamos muitas mães, mas alertamos para que em caso de qualquer sinal de gripe, resfriado, ou ainda sintomas característicos do Covid-19, que elas, ao amamentar, usassem máscaras”, concluiu. O trabalho de orientação com as mães e gestantes, desde a primeira consulta do Pré-natal por objetivo que, ao longo dos 9 meses de gestação, a mãe compreenda a importância de promover o aleitamento materno exclusivo. Estudos científicos comprovam a superioridade do leite materno sobre os leites de outras espécies. A amamentação também promove o vínculo afetivo entre mãe e filho e há evidências científicas que sugerem que o aleitamento materno diminui o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade e ainda pode prevenir o câncer.
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